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Conjuntos e Funções — 1.º ano do Bacharelado, Ciências Matemáticas - 6 sections
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Conjuntos e Funções — 1.º ano do Bacharelado, Ciências Matemáticas

Curso interativo em português sobre conjuntos e funções: notação, operações, demonstrações, imagens e pré-imagens, injetividade, sobrejetividade, bijetividade e composição.

mohamed Lagzouli

mohamed Lagzouli

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Nível1bac Percurso1bac_sm MóduloALGEBRE - 1bac-sm
Idioma do curso Français English Português

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Matemática • 1.º ano do Bacharelado, Ciências Matemáticas

Conjuntos e Funções

Equipa MathMaroc

Bem-vindo a este curso interativo sobre conjuntos e funções.

Na primeira parte, vai aprender a descrever, comparar e trabalhar com conjuntos.

Na segunda parte, vai descobrir como uma função associa a cada elemento de um conjunto um elemento de outro conjunto, e depois as noções de injetividade, sobrejetividade, bijetividade e composição.

O objetivo não é apenas conhecer as definições: vai observar, experimentar, raciocinar, resolver problemas e verificar a sua compreensão passo a passo.

Objetivos do curso

No final desta lição, deverá ser capaz de:

  • usar corretamente \( \in \), \( \notin \) e \( \subset \);
  • escrever um conjunto por extensão ou por compreensão;
  • comparar dois conjuntos;
  • determinar o conjunto das partes de um conjunto;
  • calcular uma interseção e uma união;
  • usar o complementar e a diferença;
  • compreender o produto cartesiano;
  • demonstrar uma inclusão ou uma igualdade de conjuntos;
  • reconhecer uma função;
  • identificar o conjunto de partida e o conjunto de chegada;
  • determinar imagens e pré-imagens;
  • determinar uma imagem direta ou uma imagem inversa;
  • compreender a restrição e o prolongamento;
  • estudar a injetividade e a sobrejetividade;
  • reconhecer uma bijeção;
  • determinar a função inversa de uma bijeção;
  • compor duas funções.

Pré-requisitos

Antes de começar, convém conhecer os conjuntos numéricos habituais:

\[ \mathbb{N},\quad \mathbb{Z},\quad \mathbb{Q},\quad \mathbb{R} \]

Vai também utilizar os conectivos lógicos:

  • «e»;
  • «ou»;
  • «não»;
  • a implicação.

Diagnóstico rápido

Este diagnóstico não é avaliado. Serve apenas para lhe indicar quais as ideias que merecem uma revisão.

Pergunta 1

\[ 5\in\mathbb{N} \]

Verdadeiro ou falso?

Ver a resposta

Pergunta 2

Considere:

\[ E=\{1,2,3,4\} \]

Qual das afirmações está correta?

  1. \(2\in E\)
  2. \(2\subset E\)
Ver a resposta

Pergunta 3

\[ \{1,3\}\subset\{1,2,3,4\} \]

Verdadeiro ou falso?

Ver a resposta

Pergunta 4

Seja:

\[ f(x)=x^2 \]

Qual é a imagem de \(3\)?

Ver a resposta

Pergunta 5

Se:

\[ f(2)=5 \]

então \(2\) é:

  1. a imagem de \(5\)
  2. uma pré-imagem de \(5\)
Ver a resposta

Pergunta 6

Sabemos que:

\[ f(2)=4 \qquad\text{e}\qquad f(-2)=4 \]

Podemos já suspeitar que \(f\) não é injetiva?

Ver a resposta

Leitura do seu diagnóstico

5 ou 6 respostas corretas

Um excelente começo. Pode avançar diretamente.

3 ou 4 respostas corretas

Um bom começo. Algumas ideias serão consolidadas ao longo do curso.

0 a 2 respostas corretas

Algumas bases precisam de ser reforçadas. Dedique tempo às revisões e aos exemplos.

Pré-visualização gratuita

Descubra algumas ideias-chave antes de começar o curso completo.

Atividade 1 — Pertence ou está contido?

Considere:

\[ E=\{1,2,3,4,5\} \]

\(3\in E\)

Verdadeiro

\(\{3\}\subset E\)

Verdadeiro

\(3\subset E\)

Falso

\(\{3\}\in E\)

Falso

\(\varnothing\subset E\)

Verdadeiro

\(x\in E\) diz respeito a um elemento.

\(A\subset E\) diz respeito a um conjunto.

Atividade 2 — União e interseção

Considere:

\[ A=\{1,2,3\} \]
\[ B=\{2,3,4\} \]

Os elementos comuns aos dois conjuntos são:

\[ A\cap B=\{2,3\} \]

Os elementos que pertencem a pelo menos um dos dois conjuntos são:

\[ A\cup B=\{1,2,3,4\} \]

Atividade 3 — Um primeiro exemplo de função

Considere:

\[ f:\{1,2,3\}\to\{2,4,6,8\} \]
\[ f(1)=2,\qquad f(2)=4,\qquad f(3)=6 \]

Pergunta 1

Qual é a imagem de \(2\)?

Ver a resposta

Pergunta 2

Qual é uma pré-imagem de \(6\)?

Ver a resposta

Pergunta 3

O número \(8\) tem alguma pré-imagem em \(\{1,2,3\}\) por esta função?

Ver a resposta

Acabou de conhecer três ideias-chave deste capítulo. O curso completo vai ajudá-lo a compreender estes conceitos, aplicá-los e demonstrar as propriedades associadas.

Continuar a lição

Curso essencial

Este capítulo tem duas partes principais: conjuntos e depois funções.

Parte A — Conjuntos

A1 — Conjunto, elemento e notação

Um conjunto é uma coleção de objetos chamados os seus elementos.

Exemplo:

\[ E=\{1,2,3\} \]

Escrevemos:

\[ 2\in E \]

e:

\[ 5\notin E \]

O conjunto vazio

O conjunto sem nenhum elemento escreve-se:

\[ \varnothing \]

Atenção:

\[ \varnothing\neq\{\varnothing\} \]

\(\varnothing\) não tem elementos, enquanto \(\{\varnothing\}\) tem um elemento.

Conjunto singular

\[ \{5\} \]

é um conjunto singular.

Par

\[ \{3,7\} \]

é um par.

A2 — Definição por extensão e por compreensão

Por extensão

Os elementos são enumerados explicitamente.

\[ A=\{0,2,4,6,8\} \]

Por compreensão

Os elementos são descritos por uma propriedade.

\[ A= \{x\in\mathbb{N}\mid x<10\text{ e }x\text{ é par}\} \]

Uma mesma coleção pode, portanto, ser descrita de várias maneiras.

A3 — Inclusão

Dizemos que \(A\) está contido em \(B\) se todo o elemento de \(A\) pertence a \(B\).

\[ A\subset B \]

significa:

\[ x\in A\Rightarrow x\in B \]

Exemplo:

\[ E=\{0,2,4,6,8,10\} \]
\[ F=\{10,2,8\} \]

Então:

\[ F\subset E \]

Propriedades

\[ \varnothing\subset A \]
\[ A\subset A \]
\[ A\subset B \text{ e } B\subset C \Rightarrow A\subset C \]

A4 — Igualdade de dois conjuntos

Dois conjuntos são iguais quando têm exatamente os mesmos elementos.

\[ A=B \]

Um método fundamental consiste em estabelecer duas inclusões:

\[ A\subset B \]

e depois:

\[ B\subset A \]

Concluímos então:

\[ A=B \]

A5 — O conjunto das partes

O conjunto de todos os subconjuntos de \(E\) escreve-se:

\[ \mathcal{P}(E) \]

Exemplo:

\[ E=\{1,2,3\} \]

Então:

\[ \mathcal{P}(E)= \{ \varnothing, \{1\}, \{2\}, \{3\}, \{1,2\}, \{1,3\}, \{2,3\}, \{1,2,3\} \} \]

A6 — Interseção

A interseção de \(A\) e \(B\) contém os elementos que pertencem simultaneamente aos dois conjuntos.

\[ A\cap B= \{x\mid x\in A\text{ e }x\in B\} \]

Exemplo:

\[ A=\{2,5,7\}, \qquad B=\{1,5,7,9\} \]
\[ A\cap B=\{5,7\} \]

A7 — União

A união de \(A\) e \(B\) contém os elementos que pertencem a \(A\) ou a \(B\).

\[ A\cup B= \{x\mid x\in A\text{ ou }x\in B\} \]

Com:

\[ A=\{2,5,7\}, \qquad B=\{1,5,7,9\} \]

obtemos:

\[ A\cup B=\{1,2,5,7,9\} \]

A8 — Complementar

Seja \(A\subset E\). O complementar de \(A\) em \(E\) contém os elementos de \(E\) que não pertencem a \(A\).

\[ \overline{A} = \{x\in E\mid x\notin A\} \]

A9 — Diferença

A diferença \(A\setminus B\) contém os elementos que pertencem a \(A\) mas não a \(B\).

\[ A\setminus B = \{x\mid x\in A\text{ e }x\notin B\} \]

A10 — Diferença simétrica

Esta noção pode ser estudada como extensão.

\[ A\triangle B = (A\setminus B)\cup(B\setminus A) \]

Também podemos escrever:

\[ A\triangle B = (A\cup B)\setminus(A\cap B) \]

A11 — Propriedades da interseção e da união

Comutatividade

\[ A\cap B=B\cap A \]
\[ A\cup B=B\cup A \]

Associatividade

\[ A\cap(B\cap C) = (A\cap B)\cap C \]
\[ A\cup(B\cup C) = (A\cup B)\cup C \]

Distributividade

\[ A\cap(B\cup C) = (A\cap B)\cup(A\cap C) \]
\[ A\cup(B\cap C) = (A\cup B)\cap(A\cup C) \]

A12 — Leis de De Morgan

\[ \overline{A\cup B} = \overline A\cap\overline B \]
\[ \overline{A\cap B} = \overline A\cup\overline B \]

A13 — Produto cartesiano

O produto cartesiano de \(A\) e \(B\) é o conjunto dos pares ordenados \((x,y)\) tais que \(x\in A\) e \(y\in B\).

\[ A\times B \]

Exemplo:

\[ A=\{1,2\}, \qquad B=\{a,b,c\} \]
\[ A\times B= \{ (1,a),(1,b),(1,c), (2,a),(2,b),(2,c) \} \]

A14 — Raciocinar com conjuntos

Para demonstrar uma propriedade sobre conjuntos, traduzimos frequentemente a pertença em proposições lógicas.

Por exemplo:

\[ x\in A\cap(B\cup C) \]

significa:

\[ x\in A \text{ e } (x\in B\text{ ou }x\in C) \]

o que é equivalente a:

\[ (x\in A\text{ e }x\in B) \text{ ou } (x\in A\text{ e }x\in C) \]

Portanto:

\[ x\in (A\cap B)\cup(A\cap C) \]

Parte B — Funções

B1 — A ideia de função

Sejam \(E\) e \(F\) dois conjuntos não vazios.

Uma função de \(E\) em \(F\) associa a cada elemento de \(E\) exatamente um elemento de \(F\).

Neste curso, «função» significa sempre isto: todo o elemento do conjunto de partida tem uma e uma só imagem. Alguns manuais chamam-lhe aplicação; as duas palavras significam aqui o mesmo.

\[ f:E\to F \]
\[ x\longmapsto f(x) \]
  • \(E\): o conjunto de partida;
  • \(F\): o conjunto de chegada;
  • \(f(x)\): a imagem de \(x\).

B2 — Imagem e pré-imagem

Se:

\[ f(x)=y \]

então \(y\) é a imagem de \(x\), e \(x\) é uma pré-imagem de \(y\).

Um elemento do conjunto de chegada pode ter:

  • nenhuma pré-imagem;
  • uma pré-imagem;
  • várias pré-imagens.

B3 — Igualdade de duas funções

Duas funções são iguais quando têm:

  • o mesmo conjunto de partida;
  • o mesmo conjunto de chegada;
  • a mesma imagem para todo o elemento do conjunto de partida.
\[ \forall x\in E,\quad f(x)=g(x) \]

B4 — Imagem direta de um subconjunto

Sejam:

\[ f:E\to F \]

e:

\[ A\subset E \]

A imagem direta de \(A\) é:

\[ f(A)=\{f(x)\mid x\in A\} \]

Exemplo:

\[ f(x)=x^2 \]
\[ A=\{-2,-1,0,1,2\} \]

Então:

\[ f(A)=\{0,1,4\} \]

B5 — Imagem inversa de um subconjunto

Para \(B\subset F\), define-se:

\[ f^{-1}(B) = \{x\in E\mid f(x)\in B\} \]

Exemplo:

\[ f(x)=x^2 \]

Então:

\[ f^{-1}(\{1\}) = \{-1,1\} \]

Atenção: aqui \(f^{-1}(B)\) designa a imagem inversa de um subconjunto.

Isso não significa necessariamente que \(f\) tenha uma função inversa.

B6 — Restrição

Uma função pode ser limitada a um subconjunto do seu conjunto de partida.

Por exemplo:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R} \]
\[ f(x)=x^2 \]

Podemos considerar a restrição de \(f\) a:

\[ [0,+\infty[ \]

Leitura da notação de intervalo: um parêntese reto voltado para dentro inclui o extremo, voltado para fora exclui-o. Assim, \([0,+\infty[\) contém \(0\) e todos os números maiores do que \(0\). Esta é a notação usada no currículo marroquino; alguns manuais lusófonos escrevem o mesmo conjunto de outra forma.

B7 — Prolongamento

Um prolongamento consiste em estender uma função a um conjunto maior, mantendo os seus valores no conjunto onde já estava definida.

Uma restrição é determinada de forma única, ao passo que uma função admite geralmente vários prolongamentos.

B8 — Injetividade

Uma função \(f:E\to F\) é injetiva se todo o elemento de \(F\) tem no máximo uma pré-imagem.

\[ f(x)=f(x') \Rightarrow x=x' \]

Exemplo:

\[ f(x)=2x+1 \]

Se:

\[ f(x)=f(x') \]

então:

\[ 2x+1=2x'+1 \]

logo:

\[ x=x' \]

A função é, portanto, injetiva.

B9 — Sobrejetividade

Uma função \(f:E\to F\) é sobrejetiva se todo o elemento de \(F\) tem pelo menos uma pré-imagem.

\[ \forall y\in F,\quad \exists x\in E \text{ tal que } f(x)=y \]

B10 — Bijetividade

Uma função é bijetiva quando todo o elemento do conjunto de chegada tem exatamente uma pré-imagem.

\[ f\text{ bijetiva} \Longleftrightarrow f\text{ injetiva e sobrejetiva} \]

B11 — Função inversa

Se:

\[ f:E\to F \]

é bijetiva, admite uma função inversa:

\[ f^{-1}:F\to E \]

porque:

\[ f^{-1}(y)=x \Longleftrightarrow f(x)=y \]

B12 — Composição de funções

Sejam:

\[ f:E\to F \]

e:

\[ g:F\to G \]

A composta de \(f\) seguida de \(g\) é:

\[ g\circ f:E\to G \]

com:

\[ (g\circ f)(x)=g(f(x)) \]

Em geral:

\[ g\circ f\neq f\circ g \]

A composição de funções não é, portanto, geralmente comutativa.

B13 — Inversa e composição

Se \(f:E\to F\) é bijetiva, então:

\[ f^{-1}\circ f=Id_E \]

e:

\[ f\circ f^{-1}=Id_F \]

Exemplos resolvidos

Observe o método antes de tentar sozinho. Use as pistas apenas se precisar.

Exemplo 1 — Da compreensão à extensão

Escreva por extensão:

\[ A= \{x\in\mathbb{Z}\mid -2\leq x\leq3\} \]
Pista 1

Procure todos os números inteiros entre \(-2\) e \(3\).

Resolução
\[ A=\{-2,-1,0,1,2,3\} \]

Ponto-chave: a compreensão dá uma condição; a extensão enumera os elementos.

Exemplo 2 — Demonstrar uma igualdade de conjuntos

Para demonstrar:

\[ A=B \]

um método muito importante consiste em demonstrar sucessivamente:

\[ A\subset B \]

e depois:

\[ B\subset A \]

Podemos então concluir:

\[ A=B \]

Ponto-chave: este método chama-se dupla inclusão.

Exemplo 3 — Interseção e união de intervalos

Sejam:

\[ A=[1,3] \]
\[ B=[2,4] \]

Determine \(A\cap B\) e \(A\cup B\).

Pista

Para a interseção, guarde os números reais que pertencem simultaneamente aos dois intervalos.

Resolução
\[ A\cap B=[2,3] \]
\[ A\cup B=[1,4] \]

Exemplo 4 — Usar uma das leis de De Morgan

Complete:

\[ \overline{A\cup B} = \ldots \]
Resolução
\[ \overline{A\cup B} = \overline A\cap\overline B \]

Exemplo 5 — Imagem e pré-imagem

Seja:

\[ f(x)=2x+1 \]

Determine a imagem de \(3\).

Resolução
\[ f(3)=2\times3+1=7 \]

Assim, \(7\) é a imagem de \(3\), e \(3\) é uma pré-imagem de \(7\).

Exemplo 6 — Imagem inversa

Seja:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R}, \qquad f(x)=x^2 \]

Determine:

\[ f^{-1}(\{1\}) \]
Pista 1

Resolva:

\[ x^2=1 \]
Resolução
\[ x=-1 \quad\text{ou}\quad x=1 \]

Portanto:

\[ f^{-1}(\{1\}) = \{-1,1\} \]

Exemplo 7 — Testar a injetividade

Seja:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R}, \qquad f(x)=x^2 \]

Observamos:

\[ f(2)=4 \]
\[ f(-2)=4 \]

mas:

\[ 2\neq -2 \]

Logo, dois elementos distintos têm a mesma imagem.

\(f\) não é injetiva em \(\mathbb{R}\).

O que acontece se restringirmos \(f\) a \([0,+\infty[\)?

Exemplo 8 — Composição

Sejam:

\[ f(x)=2x+1 \]
\[ g(x)=x^2 \]

Então:

\[ (g\circ f)(x) = g(2x+1) = (2x+1)^2 \]

enquanto:

\[ (f\circ g)(x) = 2x^2+1 \]

Portanto:

\[ g\circ f\neq f\circ g \]

Exercícios interativos

Avance das verificações elementares até exercícios que exigem raciocínio verdadeiro. Procure cada resposta sozinho antes de a revelar.

Nível 1 — Consolidação

Verificação rápida — Operações sobre conjuntos

Quatro verificações para fazer de cabeça. Se alguma resistir, volte à Parte A do Curso essencial antes de continuar.

Sejam:

\[ A=\{1,2,3\},\qquad B=\{0,1,2,3\},\qquad E=\{1,2\} \]

a) Determine \(A\cap B\).

Ver a resposta

b) Determine \(A\cup B\).

Ver a resposta

c) Determine \(\mathcal{P}(E)\).

Ver a resposta

d) Determine o complementar de \(]-\infty,0]\) em \(\mathbb{R}\).

Ver a resposta

Exercício 1 — Imagens e pré-imagens de uma função afim

Considere a função:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R},\qquad f(x)=3x+2 \]

a) Calcule \(f(2)\), \(f(0)\) e \(f(-1)\).

Ver a resposta

b) Determine a pré-imagem de \(8\) por \(f\), e depois a de \(0\).

Ver a pista
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c) Mostre que todo o número real \(y\) tem uma única pré-imagem por \(f\).

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Nível 2 — Domínio

Exercício 2 — Imagem direta, imagem inversa e bijeção

O que já estabeleceu. No Exercício 1 mostrou que, para \(f:\mathbb{R}\to\mathbb{R}\), \(f(x)=3x+2\), todo o número real \(y\) tem uma única pré-imagem, a saber \(x=\dfrac{y-2}{3}\). Vamos agora apoiar-nos nesse resultado.

a) Determine a imagem direta \(f([0;2])\).

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b) Determine a imagem inversa \(f^{-1}(]-1;5])\).

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c) Usando o resultado do Exercício 1 c), mostre que \(f\) é bijetiva e escreva \(f^{-1}\) explicitamente.

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Exercício 3 — Imagens diretas e inversas de \(x\mapsto x^2\)

Considere a função:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R},\qquad f(x)=x^2 \]

a) Resolva a inequação \(1\leqslant x^2\leqslant 4\) em \(\mathbb{R}\).

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b) Deduza \(f^{-1}([1;4])\).

Ver a resposta

c) Determine \(f^{-1}([-4;-1])\).

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d) Determine a imagem direta \(f([-2;1])\).

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Exercício 4 — Injetividade, sobrejetividade, restrição

a) Seja \(f:\mathbb{R}\to\mathbb{R}\), \(f(x)=2x+1\). \(f\) é injetiva? Justifique.

Ver a pista
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b) \(f\) é sobrejetiva? Deduza que é bijetiva.

Ver a resposta

c) Seja \(g:\mathbb{R}\to\mathbb{R}\), \(g(x)=x^2\). \(g\) é injetiva? sobrejetiva?

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d) Considere as duas funções:

\[ g_1:[0;+\infty[\;\to\;\mathbb{R},\quad g_1(x)=x^2 \qquad\text{e}\qquad g_2:[0;+\infty[\;\to\;[0;+\infty[,\quad g_2(x)=x^2 \]

Estude a injetividade e a sobrejetividade de \(g_1\), e depois de \(g_2\). Conclua para cada uma.

Ver a pista
Ver a resposta

Método-chave. \(g_1\) e \(g_2\) têm a mesma fórmula e o mesmo conjunto de partida: diferem apenas no conjunto de chegada, e no entanto uma é bijetiva e a outra não.

A injetividade lê-se no conjunto de partida: restringi-lo pode fazê-la aparecer, como aqui ao passar de \(\mathbb{R}\) a \([0;+\infty[\).

A sobrejetividade, por seu lado, é sempre julgada face ao conjunto de chegada escolhido. Se alguns elementos do conjunto de chegada não têm pré-imagem, restringir o conjunto de partida não torna a função sobrejetiva. Pode então escolher-se a imagem da função como conjunto de chegada.

Daí a regra de escrita: uma conclusão sobre a bijetividade deve sempre nomear os dois conjuntos. Escrever «\(x\mapsto x^2\) é bijetiva em \([0;+\infty[\)» é incompleto; escrever «\(g_2:[0;+\infty[\to[0;+\infty[\) é bijetiva» é exato.

Nível 3 — Raciocínio

Exercício 5 — Lei de De Morgan por dupla inclusão

Sejam \(A\) e \(B\) dois subconjuntos de um conjunto \(E\). Queremos estabelecer:

\[ \overline{A\cap B}=\overline{A}\cup\overline{B} \]

a) Seja \(x\in\overline{A\cap B}\). Traduza esta pertença usando «não», «e», «ou».

Ver a pista
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b) Deduza a inclusão \(\overline{A\cap B}\subset\overline{A}\cup\overline{B}\).

Ver a resposta

c) Demonstre a inclusão recíproca.

Ver a pista
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d) Conclua.

Ver a resposta

Exercício 6 — Composição e caracterização

Sejam duas funções:

\[ f:E\to F\qquad\text{e}\qquad g:F\to G \]

a) Mostre que, se \(f\) e \(g\) são injetivas, então \(g\circ f\) é injetiva.

Ver a pista
Ver a resposta

b) Mostre que, se \(f\) e \(g\) são sobrejetivas, então \(g\circ f\) é sobrejetiva.

Ver a pista
Ver a resposta

c) Deduza o caso em que \(f\) e \(g\) são bijetivas.

Ver a resposta

Exercício 7 — Função inversa (extensão)

Seja \(f:E\to F\) uma função bijetiva, de inversa \(f^{-1}:F\to E\).

a) Mostre que \(f^{-1}\circ f=Id_E\).

Ver a pista
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b) Mostre que \(f\circ f^{-1}=Id_F\).

Ver a pista
Ver a resposta

Questionário final

Verifique agora o seu domínio dos conjuntos e das funções.

Pergunta 1

Seja:

\[ E=\{1,2,3\} \]

Qual das afirmações está correta?

  1. \(2\subset E\)
  2. \(2\in E\)
Ver a resolução

Resposta: B.

Pergunta 2

\[ \varnothing\subset E \]

Verdadeiro ou falso?

Ver a resolução

Resposta: Verdadeiro.

Pergunta 3

Sejam:

\[ A=\{1,2,3\}, \qquad B=\{2,3,4\} \]

Determine:

\[ A\cap B \]
Ver a resolução

\[ A\cap B=\{2,3\} \]

Pergunta 4

Para os mesmos conjuntos, determine:

\[ A\cup B \]
Ver a resolução

\[ A\cup B=\{1,2,3,4\} \]

Pergunta 5

Seja:

\[ E=\{a,b\} \]

Quantos elementos tem \(\mathcal{P}(E)\)?

Ver a resolução

Resposta: \(4\).

Pergunta 6

Complete:

\[ \overline{A\cup B} = \ldots \]
Ver a resolução

\[ \overline{A\cup B} = \overline A\cap\overline B \]

Pergunta 7

Se:

\[ f(3)=7 \]

então \(7\) é:

  1. a imagem de \(3\)
  2. uma pré-imagem de \(3\)
Ver a resolução

Resposta: A.

Pergunta 8

Se dois elementos diferentes têm a mesma imagem, a função pode ser injetiva?

Ver a resolução

Resposta: Não.

Pergunta 9

Uma função sobrejetiva verifica:

  1. todo o elemento do conjunto de chegada tem pelo menos uma pré-imagem;
  2. todo o elemento do conjunto de partida tem duas imagens;
  3. nenhuma imagem pode repetir-se.
Ver a resolução

Resposta: A.

Pergunta 10

Uma função bijetiva é:

  1. apenas injetiva;
  2. apenas sobrejetiva;
  3. injetiva e sobrejetiva.
Ver a resolução

Resposta: C.

Pergunta 11

Sejam:

\[ f(x)=2x+1 \]
\[ g(x)=x^2 \]

Calcule:

\[ (g\circ f)(1) \]

Temos:

\[ f(1)=3 \]

e depois:

\[ g(3)=9 \]
Ver a resolução

Resposta: \(9\).

Pergunta 12 — Raciocínio

Seja:

\[ f:\mathbb{R}\to\mathbb{R} \]
\[ f(x)=x^2 \]

Porque é que \(f\) não é injetiva?

Ver a resolução

Porque dois elementos distintos podem ter a mesma imagem. Por exemplo:

\[ f(2)=f(-2)=4 \]

com:

\[ 2\neq-2 \]

O seu relatório de domínio

O resultado final não deve reduzir-se a uma única nota global. O curso distingue as seguintes competências:

  • Notação e inclusão
  • Operações sobre conjuntos
  • Demonstrações com conjuntos
  • Imagens e pré-imagens
  • Imagem direta e imagem inversa
  • Injetividade
  • Sobrejetividade
  • Bijetividade
  • Composição

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